sexta-feira, novembro 20, 2009

Rabiscos...

Nos rabiscos de um guardanapo de papel,
Pinto mundos,
Pinto eras…
Construo sonhos,
Venço quimeras…
Voo sem tirar os pés do chão,
Domo as minhas feras,
Amanso o meu dragão
Pinto os meus sonhos,
Nos traçados incertos,
No canto dos guardanapos
E sonhos são apenas,
Coisas que sonhei.
Ilusões dispersas no ar,
Bolhas de sabão,
Prestes a rebentar…
Mas no guardanapo de papel,
Os rabiscos,
Tomam forma,
E eu acordo,
Aos poucos, do sono da realidade,
A minha pobre alma.

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